Data Centers
Data center em Pecém: arquitetura para um campus de grande escala
No Ceará, a AFGM desenvolve o projeto completo de arquitetura de um campus de data center implantado em uma área de 12 hectares.

Projetar um campus de data center exige organizar muitas decisões antes que os edifícios comecem a ganhar forma. Em Pecém, no município de Caucaia, a AFGM é responsável pelo projeto completo de arquitetura de um empreendimento implantado em uma área de 12 hectares.
A publicação original apresenta o início das obras e reúne os principais agentes envolvidos: Omnia DC como cliente, ByteDance na parceria anunciada, LZA Engenharia nas instalações, Eduardo Penteado Engenharia na estrutura, Contag Engenharia na terraplenagem, Afonso França Engenharia na construção e Casa dos Ventos no fornecimento de energia.
A implantação começa pela leitura do conjunto
Em um terreno dessa dimensão, arquitetura não se limita ao desenho isolado de cada edifício. O campus precisa ser entendido como um sistema. A posição dos blocos, os acessos, os percursos de manutenção, as áreas técnicas, as etapas de implantação e as conexões com a infraestrutura externa dependem umas das outras.
Essa visão de conjunto é fundamental para que o empreendimento possa crescer de forma organizada. Uma decisão tomada para a primeira fase não deve criar um obstáculo para expansões futuras. Por isso, a implantação precisa conciliar o que será executado agora com as reservas, circulações e interfaces que sustentarão as próximas etapas.
O trabalho de terraplenagem torna essa lógica visível. Cotas, platôs e percursos definidos no projeto passam a orientar movimentos de terra, acessos provisórios e frentes de obra. Quando arquitetura, estrutura e instalações compartilham uma base coordenada, o canteiro recebe informações mais consistentes para avançar.
Coordenação entre especialidades
Data centers concentram requisitos elevados de energia, resfriamento, conectividade, segurança e disponibilidade. Cada sistema tem demandas próprias, mas todos ocupam o mesmo espaço físico. A arquitetura atua justamente na relação entre esses componentes: organiza volumes, separa fluxos, reserva áreas e compatibiliza as necessidades operacionais com a construção.
O número de parceiros envolvidos mostra por que essa coordenação precisa ser contínua. Projetistas, fornecedores e construtores precisam interpretar os mesmos critérios, registrar alterações e avaliar impactos antes de levar uma decisão ao campo. O projeto completo de arquitetura funciona como uma referência comum para manter o conjunto legível ao longo desse processo.
Documentar responsabilidades é parte dessa organização. Matriz de interfaces, reuniões objetivas e revisões programadas ajudam a identificar quem decide cada ponto e qual informação ainda falta. Em um cronograma com muitas frentes, essa disciplina reduz retrabalho e impede que uma solução provisória seja consolidada sem avaliar seus efeitos sobre o campus.
Presença em um mercado estratégico
Pecém reúne infraestrutura industrial e disponibilidade energética em uma região que vem recebendo novos investimentos em tecnologia. Para a AFGM, participar de um empreendimento dessa escala reforça uma atuação nacional em arquitetura para infraestrutura digital e amplia a experiência do escritório no Nordeste.
A publicação da AFGM menciona uma estimativa de investimento de R$ 200 bilhões. Por se tratar de um valor informado no post e atribuído a uma fonte jornalística, ele deve ser confirmado antes de qualquer divulgação comercial ou institucional definitiva.
O início das obras representa mais do que uma nova etapa do cronograma. É o momento em que implantação, interfaces e decisões acumuladas no projeto passam a ser testadas no território. A qualidade dessa transição depende de coordenação, clareza documental e diálogo próximo entre todos os responsáveis pela entrega.