Data Centers
AFGM levou a experiência brasileira ao DCD Connect LATAM 2026
No Main Stage do DCD Connect LATAM, no México, Gustavo Gasparoto apresentou como projetos de data centers precisam se adaptar ao contexto de cada país.

A AFGM participou do DCD Connect LATAM 2026, encontro do setor de data centers realizado em 22 e 23 de setembro, no México. O escritório esteve entre os patrocinadores e foi representado pelos sócios Fabíola Andretto e Gustavo Gasparoto.
No dia 22, às 16h15, Gustavo ocupou o Main Stage do evento com a sessão DCD Talks “tropicalization” of architecture: why design must adapt to location. A apresentação tratou da experiência da AFGM na adaptação de projetos internacionais à realidade brasileira — uma questão recorrente em empreendimentos de infraestrutura crítica: referências globais são importantes, mas precisam responder às condições técnicas, regulatórias, climáticas e construtivas do local onde serão implantadas.
Experiência local em uma conversa internacional
O projeto de um data center reúne requisitos de desempenho, segurança, manutenção e expansão. Quando conceitos desenvolvidos em outro país chegam ao Brasil, cada decisão é reavaliada à luz das normas aplicáveis, da cadeia de suprimentos, dos processos de aprovação e das soluções disponíveis para a obra e a operação.
Essa adaptação, frequentemente chamada de tropicalização, não se limita a substituir materiais ou ajustar desenhos. Ela exige coordenação entre arquitetura, engenharias, cliente, fornecedores e responsáveis locais. O objetivo é preservar a lógica técnica do empreendimento sem desconsiderar as condições reais de implantação.
Levar essa experiência a um fórum latino-americano permitiu comparar desafios que atravessam diferentes mercados da região. Também abriu espaço para discutir como decisões de projeto podem reduzir incertezas, melhorar a comunicação entre equipes e apoiar cronogramas de alta complexidade.
Presença contínua no setor
O encontro no México foi a quarta participação internacional da AFGM em 2026, depois de agendas na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. A sequência mostra uma estratégia de atualização que combina exposição de experiência, escuta e relacionamento. Participar de encontros especializados ajuda o escritório a acompanhar mudanças na demanda por capacidade digital, novos modelos de implantação e soluções que afetam diretamente a configuração dos edifícios.
O valor dessa presença depende do retorno ao processo de projeto. Debates, referências e contatos precisam ser convertidos em critérios verificáveis, perguntas para as equipes e decisões compatíveis com cada cliente. É nesse ponto que o evento deixa de ser apenas institucional e passa a alimentar o trabalho cotidiano.
Para clientes com operações em diferentes países, essa mediação também melhora a comunicação. Conceitos globais podem ser mantidos como referência comum, enquanto as adaptações locais ficam documentadas com seus motivos e impactos. Isso evita que uma mudança necessária seja interpretada como perda de padrão e permite que todos compreendam como desempenho e contexto foram conciliados.
Arquitetura como parte da infraestrutura
Em data centers, a arquitetura organiza fluxos, acessos, áreas técnicas, interfaces construtivas e condições para futuras expansões. Sua atuação está ligada à integração do conjunto e à clareza das informações que chegam à obra.
Levar essa leitura a um palco do setor tem um efeito prático: o que em um projeto aparece como restrição — uma norma municipal, um prazo de importação, um regime de chuvas — passa a ser tratado como dado de partida, e não como desvio de um modelo importado. Discutir isso entre pares de vários países ajuda a separar o que é particularidade brasileira do que é condição comum na região.
A participação no DCD Connect LATAM reforça esse posicionamento: levar ao debate internacional uma prática construída no Brasil e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório aplicado aos próximos projetos.