Prática de projeto
Visita à ABB: conhecimento técnico que melhora o projeto
A visita da equipe AFGM à fábrica da ABB aproxima projeto, especificação e execução em diferentes áreas de atuação do escritório.

Uma visita técnica a um fabricante não é apenas uma etapa de relacionamento. É uma oportunidade de aproximar o projeto daquilo que será produzido, instalado, operado e mantido no edifício. Foi com esse objetivo que a equipe da AFGM visitou a ABB Brasil para conhecer de perto processos relacionados a painéis de baixa e alta tensão e sistemas de automação.
Esses equipamentos aparecem em programas muito diferentes. Estão presentes em empreendimentos comerciais e residenciais, projetos de interiores, hospitais e data centers. Em todos eles, porém, existe uma questão comum: a arquitetura precisa reservar espaço, acesso e condições adequadas para que as instalações funcionem com segurança ao longo de toda a vida útil do empreendimento.
Ver o equipamento muda a qualidade da decisão
Catálogos, modelos digitais e fichas técnicas são essenciais, mas não substituem a leitura do equipamento em escala real. Ao acompanhar sua montagem, a equipe consegue observar dimensões, áreas de manobra, pontos de conexão, ventilação, abertura de portas e rotinas de manutenção que nem sempre ficam evidentes na documentação inicial.
Esse repertório melhora decisões tomadas ainda nas primeiras fases. Uma sala técnica bem dimensionada não nasce apenas da área nominal do painel. Ela depende do percurso de entrada, das folgas operacionais, da relação com outros sistemas e da possibilidade de substituição futura. Quando essas condições entram cedo no projeto, reduzem-se improvisos em obra e interferências com estrutura, circulação ou demais instalações.
Conhecimento que atravessa as equipes
A visita reuniu profissionais ligados a diferentes frentes da AFGM. Essa troca é relevante porque a mesma solução técnica produz impactos distintos conforme o uso do edifício.
Em um hospital, continuidade operacional, manutenção e separação de fluxos técnicos influenciam diretamente a implantação. Em um data center, a infraestrutura elétrica integra a lógica central de desempenho e redundância. Em edifícios residenciais ou comerciais, acesso, ruído, ventilação e integração com as áreas comuns precisam ser resolvidos sem perder eficiência espacial.
Conhecer a lógica de fabricação permite que cada equipe faça perguntas mais precisas aos projetistas complementares e aos fornecedores. Também cria uma base comum para avaliar alternativas sem transformar a especificação em uma decisão isolada do restante do edifício.
Parceria técnica desde o projeto
O contato direto com fabricantes fortalece uma relação baseada em informação. O fornecedor apresenta limites, possibilidades e evoluções dos sistemas; o escritório traduz esse conteúdo em critérios de implantação e compatibilização. O resultado é um diálogo mais objetivo entre arquitetura, engenharia, obra e operação.
Essa aproximação não substitui o desenvolvimento técnico de cada disciplina. Ela qualifica as interfaces. Quanto melhor a arquitetura compreende o que será instalado, mais consistente é a reserva de espaços, mais clara é a coordenação do projeto e menor é a chance de a solução chegar ao canteiro com conflitos que poderiam ter sido evitados.
Para a AFGM, estar presente onde os sistemas são desenvolvidos faz parte de um método de trabalho contínuo: observar, atualizar repertório e levar o aprendizado de volta aos projetos. É assim que uma visita se transforma em decisões mais seguras para clientes, parceiros e equipes de execução.