Data Centers

Visita técnica aos EUA amplia repertório para data centers

Diretores da AFGM visitaram data centers nos Estados Unidos para aproximar referências internacionais das necessidades do mercado brasileiro.

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Representantes da AFGM durante visita técnica a um data center nos Estados Unidos

Conhecer uma infraestrutura em operação oferece informações que dificilmente aparecem por completo em desenhos ou apresentações. Em uma agenda técnica nos Estados Unidos, os diretores Fabíola Andretto e Gustavo Gasparoto visitaram data centers em diferentes cidades para observar soluções e ampliar o diálogo com parceiros do setor.

O roteiro compartilhado pela AFGM passou por Miami, Ashburn, Nova York, São Francisco e San Jose. Mais do que reunir referências, a viagem teve como objetivo avaliar como novas tecnologias e abordagens de arquitetura e engenharia podem contribuir para projetos desenvolvidos no Brasil.

Observar o edifício em funcionamento

Data centers são sistemas de alta complexidade. Fluxos operacionais, áreas de manutenção, segurança, energia, resfriamento e possibilidade de expansão precisam funcionar de maneira coordenada. Em uma visita técnica, essas relações podem ser percebidas na escala real.

O percurso de uma equipe, a posição de uma área de apoio ou a forma como uma instalação é acessada ajudam a compreender por que determinadas decisões foram tomadas. Conversas com operadores e projetistas também revelam o que mudou entre a intenção inicial, a construção e a rotina de uso.

Esse tipo de observação não produz soluções automáticas. Ele gera perguntas mais precisas para os próximos projetos: quais estratégias responderam bem à operação, quais dependem de uma cadeia específica de fornecedores e quais podem ser adaptadas a outros contextos sem perder desempenho.

Referência internacional não significa cópia

Aplicar uma tecnologia no Brasil exige avaliar clima, normas, disponibilidade de componentes, capacidade de manutenção, métodos construtivos e processos de aprovação. O valor do benchmarking está em compreender o princípio da solução e não apenas sua aparência.

A arquitetura participa dessa tradução ao conectar requisitos técnicos às condições de implantação. Uma referência observada nos Estados Unidos pode inspirar novas formas de organizar áreas, etapas ou interfaces, mas precisa ser reavaliada junto às engenharias, ao cliente e aos responsáveis pela operação local.

Esse filtro evita dois extremos: ignorar avanços já testados em outros mercados ou reproduzir modelos incompatíveis com a realidade brasileira. O objetivo é incorporar conhecimento com critério.

Depois da visita, o aprendizado precisa ser organizado e compartilhado. Registros fotográficos, conversas com parceiros e observações de campo podem se transformar em referências internas, listas de verificação e temas para estudo. Assim, a experiência não fica restrita aos participantes da viagem e passa a qualificar o trabalho das equipes envolvidas nos projetos.

Parcerias que acompanham a evolução do setor

A publicação da AFGM registra sete anos de atuação no segmento e mais de 14 novos projetos de data centers em diferentes regiões do Brasil. Esses números, mantidos como declaração do escritório, ajudam a contextualizar por que a atualização contínua se tornou parte do trabalho.

Em um setor influenciado por novas demandas de processamento, velocidade de implantação e eficiência, relações de longo prazo com clientes, consultores e fornecedores tornam a troca técnica mais consistente. As visitas fortalecem essas conexões e permitem comparar experiências sem separar projeto de operação.

Ao trazer o aprendizado de volta para as equipes, a AFGM transforma a agenda internacional em repertório aplicável. A viagem não termina na visita: ela continua na revisão de critérios, na coordenação dos próximos projetos e nas decisões que aproximam referências globais das necessidades reais do mercado brasileiro.